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Feito por Júlio Cézar, Camila Trancolin, Giovanna Gomes, Emily Ribeiro e Victor Fábio.

O Auto da Compadecida : uma crítica social em formato de comédia

Este site foi feito com intuito de promover o aprendizado e a interpretação de muitas críticas sociais disfarçadas de comédia do filme O Auto da Compadecida.

Críticas: O ponto principal

Por: Vitor Fábio

Cidade

Em Auto da Compadecida, Ariano Suassuna usa a cidade de Itaperuá (inspirada em Taperoá) para fazer fortes críticas sociais. Ele mostra uma sociedade marcada pela pobreza, pela desigualdade e pela corrupção, onde os ricos e poderosos exploram os mais humildes. As autoridades, como o padre, o bispo e o prefeito, aparecem muitas vezes como hipócritas e interesseiros, preocupados apenas com dinheiro e status. Já o povo simples, representado por João Grilo e Chicó, precisa usar a esperteza e o humor para sobreviver. Assim, a cidade simboliza o Nordeste injusto e sofrido, mas também cheio de fé, coragem e inteligência popular.

Por: Emily Ribeiro

Igreja

Em Auto da Compadecida, a Igreja é retratada com críticas à hipocrisia e ao materialismo de alguns de seus representantes. O padre e o bispo se mostram mais preocupados com dinheiro e aparência do que com a verdadeira fé e a justiça divina. Ariano Suassuna usa o humor e a ironia para denunciar essas atitudes, mostrando como a religião pode ser usada de forma interesseira. Porém, ele também destaca o lado positivo da fé, representado por Nossa Senhora, símbolo da compaixão, bondade e perdão. Assim, a obra diferencia a religião verdadeira, baseada no amor e na misericórdia, da igreja institucional corrompida.

Por: Camila Trancolin

Casamento

Em Auto da Compadecida, o casamento de Chicó e Rosinha representa a vitória da esperteza e da sorte sobre as dificuldades do sertão. Mesmo sendo pobre e medroso, Chicó consegue se casar com Rosinha graças à ajuda e às artimanhas de João Grilo. A união dos dois mostra como o povo simples e inteligente pode superar as barreiras impostas pela desigualdade social. Além disso, o casamento traz um final feliz e cômico, reforçando a ideia de que a astúcia e a esperança podem vencer até nos cenários mais duros.

Por: Júlio Cézar

Trapaças

Em Auto da Compadecida, as trapaças feitas por João Grilo e Chicó são uma forma de sobreviver à miséria e à injustiça do sertão. Eles enganam os mais ricos e poderosos, como o padre, o padeiro e o major, usando a inteligência e o humor para virar o jogo a seu favor. Apesar de parecerem mentiras, essas trapaças revelam uma crítica social, mostrando como o povo pobre precisa ser astuto para se defender da exploração. Assim, Suassuna transforma a esperteza dos personagens em símbolo de resistência e crítica às desigualdades.

Por: Giovanna Gomes

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